domingo, junho 22, 2014

Quando ela me invade



Mas, às vezes a poesia me invade. Rouba-me o sono, tira-me da cama me impulsionando a observar as estrelas em noites escuras de lua cheia. Então eu viajo, de uma letra a outra, das palavras às frases, e logo os dedos esticam e ouço aqueles tec, tec, tec. São os dedos a correr pelo teclado, tentado traduzir as mil paisagens que brotam em meus olhos quando vejo as estrelas. Fico boquiaberto, ao ver cada uma contente com o brilho que tem. Elas bailam como se fossem bailarinas ao som de orquestras, como cantigas de roda em canções de crianças. Ah! Poesia! Se eu pudesse faria de ti minha amada, amiga, amante, namorada, reservaria pra ti todas as minhas palavras e somente a ti eu seria fiel. Mas, você é de lua, em um dia me ama e o outro me deixa, então me vejo solitário, largado, jogado, num canto qualquer. Portanto, deixe-me voltar para a cama, devolva meu sono. Gosto de ti, mas não o bastante para viver de insônias. (Ronnie C Rocha)

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