“Parei
na beleza do sorriso, na singeleza de cada vogal e consoante que destilava como
mel dos seus lábios. Na troca de olhares que me invadia como a luz do sol ao
romper da noite, quando nos corredores nos esbarramos e trocamos rápidas
palavras. Quando seus cabelos voaram ao vento, naquele dia em que estivemos lá,
nas montanhas da tão imensa Minas Gerais. Parei, quando ao som de John Mayer
ela dormiu no banco de traz do carro enquanto eu a espiava pelo espelho e
contemplava tão grande encanto. Parei de repente e fiquei a olhar, as curvas, a
alma, os olhos, os lábios, o cheiro, a imaginar o gosto do beijo, o calor do
abraço e a emoção que sentiria caso pudesse apenas tocá-la. Quão grande formosura,
tão rara que nem mesmo ela parece perceber. Depois de tudo, de um salto acordei
e percebi que estava a compor devaneios. Em seguida deixei-a partir da
lembrança, guardando lá na memória os olhos, o cheiro e o encanto que outrora
me tirára o ar” (Ronnie C Rocha)
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